ETL e ELT: como os dados saem dos sistemas e viram informação
Entenda o que são os processos de ETL e ELT, as diferenças entre eles, suas etapas e como escolher a abordagem adequada para integrar os dados da empresa.
2 min de leituraPor Equipe CavData
Os dados de uma empresa nascem em lugares diferentes: no sistema de gestão, no CRM, em planilhas, em plataformas de terceiros. Para analisá-los em conjunto, é preciso trazê-los para um mesmo lugar, tratá-los e organizá-los. É isso que fazem os processos de ETL e ELT.
As três etapas
Extração (Extract)
Os dados são coletados das fontes de origem: bancos de dados, APIs, arquivos e outros sistemas.
Transformação (Transform)
Os dados são limpos, padronizados, combinados e calculados. Exemplos:
- Padronizar formatos de datas e nomes.
- Remover duplicidades.
- Cruzar informações de diferentes sistemas.
- Calcular indicadores.
Carga (Load)
Os dados são gravados no destino, como um data warehouse ou banco de dados analítico, onde ficam disponíveis para painéis e análises.
ETL e ELT: a diferença está na ordem
ETL
Os dados são transformados antes de serem carregados no destino. A transformação acontece em uma etapa intermediária.
Características:
- O destino recebe apenas dados já tratados.
- Adequado quando o destino tem capacidade de processamento limitada ou quando há regras rígidas sobre o que pode ser armazenado.
ELT
Os dados são carregados brutos no destino e transformados lá dentro.
Características:
- Aproveita a capacidade de processamento de bancos de dados analíticos modernos.
- Mantém os dados originais disponíveis, permitindo novas transformações no futuro sem precisar extrair tudo novamente.
- Facilita auditoria, porque é possível comparar dados brutos e tratados.
Como escolher
| Critério | ETL | ELT |
|---|---|---|
| Capacidade do destino | Limitada | Alta |
| Necessidade de guardar dados brutos | Baixa | Alta |
| Restrições sobre dados sensíveis no destino | Mais fácil de controlar | Exige cuidados de acesso |
| Flexibilidade para novas análises | Menor | Maior |
Na prática, muitas soluções combinam as duas abordagens: algumas transformações acontecem antes da carga, como mascarar dados sensíveis, e outras depois.
Cuidados em qualquer abordagem
Cargas incrementais
Em vez de copiar todos os dados a cada execução, processe apenas o que mudou desde a última carga. Isso reduz tempo e carga nos sistemas de origem.
Tratamento de erros
Registros com problema devem ser separados e registrados, sem interromper toda a carga.
Rastreabilidade
Registre quando cada carga aconteceu, quantos registros foram processados e de onde vieram.
Monitoramento
Alertas para falhas e para volumes fora do esperado evitam que painéis fiquem desatualizados sem que ninguém perceba.
Documentação das regras
As transformações contêm regras de negócio. Elas devem estar documentadas e versionadas, assim como o código de qualquer sistema.
O pipeline de dados
O conjunto de etapas que leva os dados da origem até o uso é chamado de pipeline de dados. Um pipeline confiável é a fundação de qualquer iniciativa de BI: sem ele, dashboards dependem de cargas manuais e perdem credibilidade.
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