Middleware e plataformas de integração: quando fazem sentido
O que são middleware e plataformas de integração, como centralizam a comunicação entre sistemas e quando são mais adequados que integrações ponto a ponto.
2 min de leituraPor Equipe CavData
As primeiras integrações de uma empresa costumam ser diretas: o sistema A envia dados para o sistema B. Com o tempo, surgem novas ferramentas e novas necessidades, e as integrações diretas se multiplicam. Cinco sistemas integrados entre si podem gerar dezenas de conexões diferentes, cada uma com sua lógica, seus erros e sua manutenção.
Middleware e plataformas de integração são abordagens para organizar esse cenário.
Integração ponto a ponto
Cada par de sistemas se conecta diretamente.
Vantagens:
- Simples quando há poucos sistemas.
- Rápida de implementar para necessidades pontuais.
Desvantagens:
- O número de conexões cresce rapidamente com novos sistemas.
- A lógica de integração fica espalhada.
- Trocar um sistema exige refazer todas as conexões dele.
- O monitoramento é fragmentado.
Integração centralizada
Uma camada intermediária recebe, transforma e distribui as informações entre os sistemas. Cada sistema se conecta apenas a essa camada.
Vantagens:
- Menos conexões para manter.
- Regras de transformação em um único lugar.
- Monitoramento centralizado.
- Substituir um sistema afeta apenas a sua conexão com a camada central.
Desvantagens:
- A camada central se torna crítica e precisa de alta confiabilidade.
- Exige investimento inicial maior em desenho e infraestrutura.
Formas de implementar a camada central
Serviço de integração próprio
Uma aplicação desenvolvida sob medida, responsável por orquestrar as integrações da empresa. Oferece controle total e se adapta a regras específicas.
Plataformas de integração como serviço (iPaaS)
Ferramentas prontas, oferecidas como serviço, com conectores para sistemas populares e interfaces visuais para montar fluxos. Aceleram integrações com ferramentas comuns de mercado.
Filas e mensageria
Sistemas publicam eventos em uma fila, e outros sistemas consomem esses eventos. Essa abordagem desacopla os sistemas e aumenta a resiliência: se um sistema estiver fora do ar, as mensagens aguardam na fila.
Como decidir
| Situação | Tendência |
|---|---|
| Poucos sistemas e integrações simples | Ponto a ponto |
| Muitos sistemas com trocas frequentes | Camada central |
| Ferramentas populares com conectores prontos | Plataforma de integração |
| Regras específicas e complexas | Serviço próprio |
| Necessidade de resiliência a falhas | Filas e mensageria |
O que não muda em nenhuma abordagem
- Definir a fonte oficial de cada dado.
- Tratar erros e reprocessamentos.
- Monitorar e alertar.
- Documentar cada fluxo de integração.
- Proteger as credenciais utilizadas.
Evolução gradual
Não é preciso reconstruir todas as integrações de uma vez. Uma estratégia comum é criar a camada central para as novas integrações e migrar as antigas aos poucos, começando pelas mais problemáticas.
A CavData avalia o cenário de cada empresa e desenvolve a arquitetura de integração mais adequada. Conheça o serviço de desenvolvimento de software sob medida.
